Obras e vida Oscar Niemayer

Ontem Quarta-feiras dia 5 de dezembro de 2012 o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, referência para o Brasil e para o mundo morreu aos seus 104 anos.

Ícone da Arquitetura Brasileira ele foi o primeiro profissional a receber a carteira de identidade fornecida pelo conselho de arquitetura e urbanismo ( CAU) . O arquiteto faria aniversário de 105 anos de idade no dia 15 de dezembro, mesma data em que o CAU completará um ano de existência.

Com seu trabalho inconfundível desenhado pelas curvas e pelo concreto suas obras foram marcando a paisagem do Brasil e do Mundo.

 

“Não é o ângulo reto que me atrai. Nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que encontro nas montanhas do meu País, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, nas nuvens do céu, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o Universo – o Universo curvo de Einstein. “ (OSCAR NIEMEYER)

 

Museu de Arte Contemporânea, em Niterói. O prédio foi edificado em forma circular, para valorizar a magnífica paisagem carioca.
Museu de Arte Contemporânea, em Niterói. O prédio foi edificado em forma circular, para valorizar a magnífica paisagem carioca.

 

Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho nasceu no bairro das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Em 1929, entrou para a Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, onde cinco anos depois formou-se engenheiro arquiteto. Casou-se cedo e seu casamento durou 76 anos e casou-se novamente em 2006, com sua secretária, Vera Lúcia Cabreira.

Os primeiros passos na carreira que o consagraria como um dos nomes mais influentes na arquitetura foi dado no escritório de Lúcio Costa e Carlos Leão, onde fez estágio sem remuneração.

Niemeyer teve a oportunidade de conhecer outro gênio da arquitetura ao ser designado por Lúcio Costa para ajudar Le Corbusier, famoso arquiteto suíço, que estava de passagem pelo Brasil, em 1936, para colaborar com o projeto do prédio do Ministério da Educação no Rio.


Em 1940 Niemeyer conhece Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, e realiza seu primeiro grande projeto, o Conjunto da Pampulha, no bairro na capital mineira, que incluía o cassino, a Casa do Baile, o clube e a igreja de São Francisco de Assis.

 

Igreja São Francisco de Assis da Pampulha, em Belo Horizonte. O templo se notabiliza belas linhas curvas e é considerada um dos marcos do Modernismo. A ousadia da arquitetura irritou as autoridades eclesiásticas da época, que proibiram, por muitos anos, a realização de celebrações naquela igreja.

 

Boa parte das obras mais importantes do arquiteto serviu a projetos políticos. Niemeyer projetou o e o Edifício Copan, ambos em São Paulo.

 

Vista aérea do parque Ibirapuera

 

Projetado em 1951, o edifício Copan é um dos símbolos da cidade de São Paulo e um dos maiores prédios residenciais da América Latina, com cerca de 5.000 moradores

 

Em 1956 organizou o plano piloto de Brasília e foi responsável pela construção da nova capital federal. Com traços ousados, o filho do modernismo criou o Itamaraty, o Alvorada, o Congresso, a Catedral, a Praça dos Três Poderes, entre outros prédios e monumentos.

 

Palácio da Alvorada

 

Catedral

 

Congresso

 

Palácio Itamaraty

 

Niemeyer passou a ganhar projeção internacional e nos anos 70 abriu seu escritório na Champs Elysées, em Paris. O arquiteto também projetou a sede da editora Mondadori, em Milão, na Itália. Foi nesse período que ele influenciou a arquitetura mundial. As amizades iam do pintor Cândido Portinari ao maestro Villa-Lobos, passando por Fidel Castro e Chico Buarque.

Ele retornou ao Brasil no início dos anos 80, período da anistia dos exilados no governo de João Figueiredo. Para consolidar os projetos do amigo Darcy Ribeiro, antropólogo e então vice-governador do Rio na época de Brizola, ele projetou os CIEPs (Centro Integrado de Educação Pública) e o Sambódromo do Rio.

 

Sambódramo

 

A cidade de Niterói é a segunda do Brasil com o maior número de trabalhos do arquiteto, depois de Brasília. Após o consagrado Museu de Arte Contemporânea (MAC), foi projetado o Caminho Niemeyer, um complexo de edificações assinadas pelo mestre e voltado para a cultura e a religião.As obras foram distribuídas ao longo da orla da Baía de Guanabara, se iniciando pelo Centro da cidade. Entre as nove construções projetadas, está o Teatro Popular, inaugurado em 2007.

Apesar de tanto sucesso – recebeu todos os prêmios imagináveis, incluindo o prestigioso Pritzker em 1988 e a Ordem do Mérito Cultural – Oscar Niemeyer era um homem modesto. Para os íntimos, ele confessou que não conseguia entender a razão de tanta reverência.

 

“Trabalhei muito, fiz meu trabalho na prancheta, como um homem comum…”

 

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